24 set 2011

Mais uma integrante da Família Gatos: Lindinha

Cris

Olá, meu povo!! Cá estamos nós novamente. O último post foi para a apresentação dos dois membros coelhísticos da família. Mas isso é pouco! Uma semana antes já havia um novo membro na Família Gatos, eu que me demorei para apresentá-lo.

Como fiquei QUATRO meses sem escrever no blog, não contei que já fomos para o prédio definitivo da escola na qual estou trabalhando agora e que, lá chegando, descobri que haviam dois mascotes morando por lá desde a época da construção: um cachorro e uma gatinha tricolor. Eu passei a cuidar da gatinha, mas lá na escola mesmo. Comprava ração, ficava sempre atenta, pedia para as meninas da limpeza e para os rapazes da segurança cuidarem dela, e assim íamos indo.

Quando eu estava vendo para castrar a gatinha pela prefeitura (a cidade onde moro agora tem um projeto de castração gratuita), descobrimos que ela estava prenha. Pois bem, eu ia esperar que ela tivesse os gatinhos, arrumar pessoas que os adotassem, e depois iria castrá-la. Há uns 20 dias atrás, dava para ver que ela logo teria os gatinhos. Uma quinta à tarde, eu estava na escola, e o pessoal veio correndo me chamar dizendo que ela tinha começado a ter os gatinhos. A vi andando pelo pátio, com um gatinho já pendurado. Tentei pegá-la para colocar na caixinha e em algum quartinho fechado, mas ela entrou na tubulação de água pluvial.

Durante o resto do dia tentei vê-la, chamava, mas ela não vinha, estava escondidinha. Já tarde da noite, ouvi miados na tubulação e pensei “pronto, os gatinhos nasceram”. No final da noite, antes de eu ir embora, eu a vi de longe, dando umas voltas e pensei que estava tudo bem. Mas, no dia seguinte, recebo uma ligação às 6h30 da manhã do pessoal da escola, dizendo que ela tinha saído da tubulação e ido para a guarita ficar com os guardas (o que ela costumava fazer) e que ela ainda estava com o gatinho pendurado. O pior da situação é que meu carro tinha ficado sem bateria na noite anterior e dormido na escola! Não tive dúvidas, acordei um outro professor e pedi ajuda para ir buscá-la e levá-la no veterinário.

Quando no veterinário chegamos, ele a anestesiou e retirou o gatinho que tinha ficado no meio do caminho, já morto. Apalpou a barriga dela e sentiu os outros gatinhos, mas não conseguiu escutar os corações. Eu a deixei lá para a cesárea e combinamos que ela já seria castrada. Quando era umas 9h30 o veterinário me ligou dizendo que a cirurgia já havia acabado e que ela estava bem mas, infelizmente, todos os gatinhos (eram 5 ao todo) haviam morrido. Fiquei péssima, mas feliz por ela ter sido salva pois, segundo o veterinário, por haver ficado tanto tempo em trabalho de parto e com o gatinho entaladinho, já havia vazado líquido para o abdômen e ela tinha começado com um quadro infeccioso. Mais um pouco e ela teria morrido também.

No final da tarde eu a peguei e trouxe para casa, pois alguém precisava cuidar dos pontos dela e dar antibiótico durante 7 dias. A ideia inicial era que eu cuidasse dela nessa semana e depois a levasse novamente para a escola. Chegando em casa, dei um banho nela, pois estava fedidinha até!!! rsrsrs Juntando a sujeira que ela estava e o xixi que fez quando estava na caixinha, estava terrível. Pois ela tomou banho sem reclamar e ficou uma semana trancada em um quartinho feito uma boneca! Sempre deitadinha no seu paninho, usando sua caixinha de areia como se sempre tivesse tido uma e tomando os antibióticos sem dar um pingo de trabalho.

Depois de uma semana a levamos (eu e meu marido) ao veterinário novamente para retirar os pontos. Ela já estava bem melhor e muito carinhosa. Agora me respondam: vocês acham que tivemos coragem de devolvê-la para as ruas? Claro que não! rsrsrs Desde então ela se tornou a nova integrante da Família Gatos. Depois de uns 10 dias, eu comecei a deixá-la solta pela casa em alguns momentos e agora ela já está integrada com todos os outros. O maior companheiro dela, desde os primeiros dias em casa, é o Cisquinho. Os dois estão sempre juntos, seja dormindo, se banhando ou brincando.

Quanto ao temperamento dela, só tenho uma coisa a dizer: é a coisa mais delicinha que  alguém poderia desejar!! Imaginem uma gatinha meiga, carinhosa, que te segue pela casa aonde quer que você vá, que ronrona ao menor cafuné… pois é a Lindinha. Ela ainda não sobe na nossa cama por livre e espontânea vontade, mas quando eu a pego e coloco na cama, ela logo deita e fica à vontade. Ontem à noite, por exemplo, ela deitou do meu ladinho, bem encostadinha, com a cabeça deitada no meu ombro, e dormiu como uma criança! Tirando o Cisquinho, os outros às vezes ainda fazem um fuuuu ou outro para ela, mas o bom é que ela nem liga ou se abala, continua caminhando e brincando como se nada tivesse acontecido e não revida a nenhuma tentativa de patada.

Pois assim é, meus caros… agora temos uma família de filhos peludos composta de uma cachorra, dois coelhos e sete gatos!!! Me digam se alguém por aqui tem juízo? E, como tenho falado ultimamente, Deus está mandando os bichinhos e nós estamos acolhendo, não nos incomodamos nem um pouco. Ele só podia colaborar um pouco agora e mandar uma chácara, assim teríamos mais espaço e poderíamos acolher mais deles… ;) Agora vejam as fotos abaixo e veja se havia como resistir!

Lindinha fazendo papel de mocinha comportada

"Ai, que delícia ter uma caminha para deitar!!"

Pose "Esfinge do Deserto"

Carinha meiga para derreter o coração da mamãe...

Soninho, soninho...

"Como você viveu sem mim até hoje??"

 

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