29 ago 2010

Participação de hoje: Denise, voluntária e lar temporário da AUG

Cris

Antes de começar com a entrevista de hoje, vamos lembrar o pessoal de que é o último dia para se inscrever para os sorteios dos brindes de aniversário. Façam sua inscrição aqui e aguardem, amanhã saem os ganhadores!! ;)

E vamos lá. A participação de hoje é com a Denise, uma querida voluntária e também lar temporário de gatinhos resgatados pela ONG Adote Um Gatinho. Dê, obrigada pela entrevista, eu amei…

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Lãs, Linhas & Pelos – Há quanto tempo você é voluntária da Adote Um Gatinho? Qual, ou quais, sua função dentro da ONG?
Denise Granja – Sou voluntária do AUG há 2 anos e atualmente sou responsável pelas rifas e por 3 gatinhos que estão para adoção.

Shanti - minha filha

Roseli - gatinha que eu resgatei e doei

LLP – Como surgiu o interesse em participar de uma ONG que cuida de gatinhos?
DG – Conheci o AUG por conta de uma aluna e achei o site lindo, recheado de gatinhos fofos. Comecei a olhar o site de vez em quando
para ver os gatinhos novos, checar quem tinha sido adotado, aprender mais sobre os gatinhos e ler as notícias no blog. Acabei me
tornando voluntária logo depois que adotei meus dois primeiros gatinhos porque me apaixonei pelo trabalho do AUG. Tem como não se
apaixonar?

Bella - temporária já doada

Quincas - temporário já doado

LLP – Você já tinha gatinhos antes? Se sim, quantos e quais bichanos passaram pela sua história?
DG – Nunca tive gatos e, para ser sincera, morria de medo deles. Achava todos lindos e super elegantes, mas tinha pânico de chegar
perto, até porque cresci ouvindo aquele monte de baboseiras que falam sobre os gatos (‘gato é traiçoeiro’, ‘gato só gosta da casa’, etc). Quando era criança, passava férias na casa de praia dos meus pais e era apaixonada por um gatinho de uma vizinha, o Tonico. Ele não era nada do que falavam sobre gatos! Depois que a dona dele se mudou, só fui ter contato de novo com gatos porque fiz amizade com uma pessoa no trabalho que tinha vários gatinhos em casa. Escutando o que ela falava sobre eles, fui começando a gostar da ideia de adotar um gatinho. Para poder fazer isso, eu precisava sair da casa dos meus pais, controlar o meu medo e aprender a lidar com felinos. Justamente quando estava amadurecendo essa ideia, uma gatinha preta apareceu na porta da casa dos meus pais. Sem saber o que fazer, liguei para a minha amiga e ela se ofereceu para ficar com a gatinha, até porque meus pais não aceitariam a pequena em casa de jeito nenhum. Peguei aquela bolinha de pelos e levei até a casa dela, desesperada.
Vacinamos, castramos e doamos a Roseli logo depois. Depois dessa experiência, já não tinha mais dúvidas: eu queria ter um gatinho. Quando aluguei meu apartamento e fui morar sozinha, passei a ler tudo o que encontrava sobre os gatos. Não queria errar com eles e tinha muito medo de cometer algum deslize por conta da minha total falta de experiência. Quando finalmente me senti preparada, começou a tortura: como escolher um gatinho? Eu olhava o site e gostava de todos! Para facilitar a minha escolha, defini algumas características essenciais para o meu futuro gato: tinha que ser adulto e encalhado. Com isso, eliminei vários candidatos e fiz uma planilha comparando os que tinham sobrado. A dúvida era tanta que até organizei uma votação entre as pessoas mais próximas! No final das contas, resolvi escolher o que tivesse a carinha mais simpática e quem ganhou nesse quesito foi o Brother (curiosamente igual ao Tonico!). Como todo mundo disse que seria melhor adotar dois gatinhos de uma vez, escolhi a gatinha que me parecia ser uma boa companhia ao moço, a Shanti. Por sorte, os dois moravam juntos e eu não tive que me preocupar com adaptação. Adotei os dois e recebi um convite para entrar no grupo de emails das voluntárias.
Na minha primeira visita ao abrigo, me apaixonei pela Gigi e adotei a carequinha no dia seguinte. Logo depois, adotei a Glória e o time ficou completo!

Leo e Gloria - Leonardo, o temporário que eu quase adotei, e minha 4a filha

Nair e Irineu - temporários já doados

LLP – Como é o trabalho e a rotina de um lar temporário?
DG – Cuidar de um gatinho temporário é exatamente como cuidar de um dos nossos, nada além disso. Gatinhos são normalmente
limpinhos, silenciosos e precisam de carinho, comida boa, água fresca e uma caixa de areia limpa para serem felizes. Quando um gatinho chega da rua, ele não está pronto para ser adotado, até porque precisa ser vacinado, vermifugado e castrado (o AUG só doas gatinhos assim!). Muitas vezes o gatinho tem medo de gente ou tem algum machucado. Dar lar temporário é preparar o gatinho para adoção, em todos os sentidos. Amo todos os que passaram pela minha vida e me apeguei demais a alguns. Doar um gatinho que morou com você por 6 meses não é uma tarefa fácil e eu, manteiga derretida, costumo sair da casa dos adotantes me matando de chorar. Apesar da saudade que eu sinto deles, a sensação que fica é a de dever cumprido. Recebo depois as notícias dos meus queridos e fico tranquila sabendo que estão em boas mãos.

Camafeu e Manjar - filhos da Pati

Chegada - Brother e Shanti no dia em que chegaram em casa

LLP – Quantos e quais gatinhos estão com você, como temporários, no momento?
DG – São 3 gatinhos sob a minha responsabilidade: Lola, Chris e Bruce. Meu pai encontrou esses gatinhos na praia e o Mike, irmão
deles, já foi adotado.

Pati e bebês

Pluma - temporária já doada

LLP – E seus adotados, quantos e quais são? Nos conte sobre a história da adoção deles.
DG – Tive como temporários o Fritz, a Valentina, a Bella, o Leonardo, o Quincas, a Pluma, a Pati e seus 5 filhotes, o Crush, a
Muriel, a Nair, o Irineu, os gatinhos da praia. Fora os que passaram bem pouco tempo em casa, como o Vicente, as Super Poderosas, o Lambrusco, os bebês… Os três primeiros ficaram pouco tempo comigo e a primeira doação difícil foi a do Leonardo, que morou comigo por mais de 6 meses.
Muita gente achou que eu não conseguiria doar o Leo e que ele acabaria sendo adotado por mim. Até hoje choro vendo as fotos dele! No caminho para a casa da adotante, cheguei a pensar em desistir. Felizmente, o bom senso falou mais alto e eu fiz a entrega do fofinho. Ele ganhou uma irmã também do AUG, a Aída.
A doação do Quincas foi outro drama. Eu sou apaixonada por ele e ele morou tanto tempo comigo que passou a ser parte da família. Sortudo, foi adotado por uma das pessoas mais fofas que eu já conheci. Recebo notícias e fotos dele e já fui visitá-lo, inclusive.}
Quando eu achei que tinha me acostumado a ser mãe temporária e já tinha passado por todos os testes, veio o golpe final: doar a Pati e seus 5 bebês. Depois que os pequenos cresceram e puderam ser castrados, foram para o site e comecei a receber uma montanha de formulários de adoção (isso porque 4 deles são branquinhos). Consegui doar a Pati com a filha mais apegada a ela, a Camafeu, e fiquei aliviada. A Cocadinha foi adotada por um casal super fofo e ganhou uma irmã pretinha linda. O Leeloo foi adotado por um doce de mulher e sua filha pequena, ambas apaixonadas por ele. Sobraram dois filhotes em casa e, como eles eram muito apegados, decidi que só doaria os dois juntos. O tempo foi passando, eles foram crescendo e eu fui me apegando cada dia mais, até que apareceu uma adotante novata como eu quando adotei os meus, preocupada em não errar. Quando ela decidiu que queria mesmo adotar os dois, entrei em desespero. Saí da casa dela aos prantos, mas satisfeita por ter a certeza de que eles seriam bem tratados. Atualmente acompanho a vida deles pelo blog que a mãe deles fez: http://diariodoisgatos.wordpress.com/

Gigi - 3a filha que chegou careca porque estava em depressão (agora já é peludinha!)

LLP – Nesse tempo trabalhando com a ONG e com temporários, quais histórias te marcaram mais?
DG – Cuidar de uma família de gatinhos e acompanhar o crescimento dos bebês foi o que mais me marcou. A mamãe Pati cuidava tão
lindamente dos filhotinhos… Foram as cenas mais lindas que eu já vi na vida!

Leonardo e eu

Mingau, filho da Pai

LLP – E como eu sempre peço, deixe um recado para as gateiras e gateiros que acompanham o blog.
DG – Por favor, cuidem bem dos seus gatinhos e não deixem que eles saiam pela rua. Gatinhos que passeiam nem sempre voltam e muitas
vezes voltam machucados e doentes. Se você mora em apartamento, tenha todas as janelas teladas para evitar acidentes. Se quiser adotar um gatinho, visite o site do AUG!

Eu e o Tonico, o começo de tudo


24 ago 2010

Participação de hoje: Juliana e Susan, fundadoras da ONG Adote Um Gatinho

Cris

A participação de hoje é muito especial pra mim. Não é segredo para ninguém a admiração que tenho pelo trabalho feito pela ONG Adote Um Gatinho. Só os mais de três mil gatinhos adotados através dela sabem a diferença que esses dois anjos de meninas que a fundaram fazem no reino felino.

Apesar de todo o trabalho que já têm, de todos os compromissos e correrias, ainda acharam um tempinho para responder à entrevista. Espero que, conhecendo um pouco mais sobre esse projeto, mais pessoas possam ajudar, seja de que forma for.

As fotos que ilustram o final do post foram tiradas por mim na visita que eu e o meu marido fizemos ao abrigo. Divirtam-se!!

Lãs, Linhas & Pelos- Como nasceu a Ong Adote um Gatinho?

Adote Um Gatinho – O site Adote Um Gatinho (www.adoteumgatinho.org.br) foi criado em 2003 por Susan Yamamoto e Juliana Bussab, duas amigas apaixonadas por gatos.

Juliana e Susan se conheceram num grupo de discussão sobre animais na internet. Uma pessoa pedia ajuda voluntária para capturar e castrar gatos em um parque de São Paulo e, por coincidência, as duas se ofereceram. Pegaram alguns, vacinaram, castraram, vermifugaram e os devolveram ao parque. Alguns meses depois, Susan e Juliana decidiram abrir uma página na internet para divulgar os gatinhos, e passaram a abrigá-los até que aparecessem  interessados. Nascia aí o Adote Um Gatinho.

Durante 3 anos, Susan e Juliana tocaram sozinhas todo o projeto e conseguiram doar mais de 1.400 gatinhos.

Em 2006, novos gateiros se uniram a elas.

No início de 2007, o Adote Um Gatinho foi oficializado como ONG.

Em 2009, o Adote um Gatinho adquiriu o título de OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público).

LLP – Como funciona a estrutura que mantém a AUG?

AUG – O Adote Um Gatinho tem como objetivo cuidar castrar, vacinar, vermifugar e encontrar lares para gatos abandonados.

Os gatinhos não estão concentrados em um local só. Uma parte dos gatinhos fica no abrigo da ONG, geralmente os adultos e os ariscos. Mas a maioria dos gatinhos aguarda adoção na casa das voluntárias do AUG, os chamados “lares temporários”. Cada voluntária cuida de um grupo de animais e todos são reunidos no site.
Atualmente, o AUG tem vagas para cerca de 200 gatinhos, mas está sempre superlotado. Assim, um gatinho resgatado apenas após outro ser doado.

Além da Susan e da Juliana, o AUG conta hoje com cerca de 40 voluntárias.

LLP – Vocês contam com algum apoio e/ou ajuda governamental?

AUG – Não, o AUG infelizmente não tem apoio governamental, nem patrocínio de empresas. O AUG é mantido apenas por meio de doações de pessoas físicas, que amam os animais e acreditam no nosso trabalho.

LLP – Vocês têm o número de gatinhos que já foram resgatados por vocês? E quantos adotados?

AUG – Cerca de 3.300 gatinhos já foram adotados por meio do AUG! Atualmente, 200 aguardam adoção.

LLP – Antes de colocar para a adoção, os gatinhos passam por algum cuidado específico?

AUG – Todos os gatinhos resgatados pelo AUG recebem atendimento veterinário. São vermifugados, vacinados e castrados. Somente após esses procedimentos, os gatinhos são colocados para adoção no site.

LLP – Quais os procedimentos para quem quiser adotar um dos gatinhos da AUG?

AUG – Todos os gatos prontos para adoção estão no site da instituição: www.adoteumgatinho.org.br. Os interessados devem acessá-lo, escolher um gatinho e preencher um formulário de adoção que fica disponível online.

Em seguida, o adotante será entrevistado e, caso se encaixe no perfil exigido, será combinada uma vistoria em sua casa.

O Adote um Gatinho acredita que os gatos não devem ter acesso à rua, pois correm riscos de serem atropelados e maltratados. Por isso, casas precisam ter muros altos e redes de proteção nas janelas e acessos à área externa. Apartamentos, por sua vez, precisam de redes de proteção em todas as janelas e sacadas para que o gato não corra o risco de cair.

Se for aprovado na vistoria, o adotante assina o contrato de adoção e passa a ser responsável pelo gato.

LLP – Além da adoção, quais as outras formas de ajudar os gatinhos da AUG?

AUG – Existem várias formas de ajudar o AUG, entre elas:

- doando dinheiro para custear tratamentos, internações e cirurgias dos gatinhos

- doando produtos, como ração, areia, medicamentos

- apadrinhando um dos gatinhos encalhadinhos, camas, caixas de trabsporte, etc

- comprando na lojinha virtual do AUG

- participando das rifas

- divulgando o trabalho da ONG.

Para saber mais, acesse http://adoteumgatinho.uol.com.br/ajuda.htm

LLP – Vocês mantém e resgatam especificamente gatinhos. Têm alguma tipo de parceria com alguma outra Ong, que cuide de cachorros, por exemplo?

AUG – Não.

LLP – Sei que todos os casos devem ser especiais, mas existe algum deles que tenha sido muito marcante ou inesquecível?

AUG – Sim, muitos casos marcaram nossa vida. Um deles é o do bocão, gatinho encontrado com um cancer adiantado na boca, mas que era meigo, carinhoso e lutou muito para viver. Ele perdeu a batalha para o cancer mas tocou o coracão de todas nós, que afinal pensamos: como ele viveu tantos anos com metade da boca faltando e nunca ninguem quis ajuda-lo?

LLP – Quais os conselhos que vocês dariam para os donos de gatinhos para que exerçam uma posse responsável?

AUG – Para o AUG, posse responsável é ter a guarda de um bichinho e não lhe deixar faltar nada. É zelar por sua saúde, sua alimentação, amor e segurança. É respeitá-lo, respeitar suas características, seus hábitos, e ser um verdadeiro guardião.
Se você pretende ter um gatinho ou outro bichinho de estimação, precisa pensar em alguns pontos fundamentais.

- Bicho não é brinquedo. É uma vida, e você será responsável por ela por muitos e muitos anos. Gatos podem viver 15 anos ou mais. Esteja preparado.

- Seu bolso está preparado para cuidar de um animalzinho? Além de ração, areia e vacinas anuais, você precisa estar preparado para eventuais gastos com veterinário. A gente nunca sabe quando eles poderão adoecer!

-  Se você passa o dia fora de casa, pense em adotar dois animais ao invés de um. Assim, eles poderão fazer companhia um ao outro durante o dia e sofrer menos com a sua ausência. Ninguém gosta de viver sozinho!

-  Se você mora em apartamento, coloque redes de proteção em todas as janelas, sacadas e vitrôs. É obrigatório. Gatos desafiam o perigo constantemente e podem despencar a qualquer momento.

- Se você mora em casas, não deixe seu gato ter acesso à rua, pois os gatos correm riscos de serem atropelados, maltratados, envenenados ou simplesmente se perderem. Gatos “outdoor” vive em média 3 anos enquanto gatos que não saem vivem 12!

- Castre seu gato. Não tenha dó: é um procedimento simples e você estará colaborando com o controle populacional. É muito triste a realidade que vivemos hoje: não há donos suficientes para todos os animais que perambulam por aí!

Preparamos em nosso site uma matéria sobre posse responsável. Acesse: http://adoteumgatinho.uol.com.br/antesdeadotar.htm

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Conselhos de ouro!! Precisamos fazer campanha para que as pessoas saibam o que é e exerçam a posse responsável. Muito obrigada, meninas.

E agora, as fotos do abrigo!! Pessoal, não tem como não se emocionar visitando o abrigo. E olha que lá não estão todos os gatinhos! A maior parte fica nos lares temporários. Mas a vontade que dá, vendo os peludos e conhecendo suas histórias, é trazer todos para casa. Tem um mais lindo do que o outro! Para quem mora em São Paulo, entre em contato com as meninas pelo e-mail visitas@adoteumgatinho.org.br e agende uma. Vale muito a pena…

As primeiras fotos são dos quartinhos, onde ficam os mais ariscos, ou aqueles que ainda estão fazendo exames ou sendo tratados de algum problema. Fofuras demais!!

As próximas fotos são da sala, onde ficam os mais mansos e que não estão em tratamento. Podem ser abraçados, beijados… uma delícia! Aqui é fofurisse ao cubo!

A próxima foto é da Milena, que ficou apaixonada pelo meu marido. Eu a entendo, pois também sou… rsrsrs

Esta foto é da sacada, onde ficam os gatinhos com FIV, a AIDS felina. Eles podem ser adotados também e têm uma vida normal, mas precisam ser filhos únicos ou irmãos de outros gatinhos com FIV.

E, para nossa alegria, vimos três gatinhos saindo para irem encontrar suas famílias! Na primeira foto estão 2 dentro da caixinha de transporte. A adotante escolheu os dois sem saber que eram irmãos, vejam só como as coisas sempre dão certo. ;)

E aguardem, ainda teremos mais duas entrevistas imperdíveis com voluntárias da AUG!!

Beijos!!

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