Participação de hoje: Denise, voluntária e lar temporário da AUG
Antes de começar com a entrevista de hoje, vamos lembrar o pessoal de que é o último dia para se inscrever para os sorteios dos brindes de aniversário. Façam sua inscrição aqui e aguardem, amanhã saem os ganhadores!!
E vamos lá. A participação de hoje é com a Denise, uma querida voluntária e também lar temporário de gatinhos resgatados pela ONG Adote Um Gatinho. Dê, obrigada pela entrevista, eu amei…
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LLP – Você já tinha gatinhos antes? Se sim, quantos e quais bichanos passaram pela sua história?
DG – Nunca tive gatos e, para ser sincera, morria de medo deles. Achava todos lindos e super elegantes, mas tinha pânico de chegar perto, até porque cresci ouvindo aquele monte de baboseiras que falam sobre os gatos (‘gato é traiçoeiro’, ‘gato só gosta da casa’, etc). Quando era criança, passava férias na casa de praia dos meus pais e era apaixonada por um gatinho de uma vizinha, o Tonico. Ele não era nada do que falavam sobre gatos! Depois que a dona dele se mudou, só fui ter contato de novo com gatos porque fiz amizade com uma pessoa no trabalho que tinha vários gatinhos em casa. Escutando o que ela falava sobre eles, fui começando a gostar da ideia de adotar um gatinho. Para poder fazer isso, eu precisava sair da casa dos meus pais, controlar o meu medo e aprender a lidar com felinos. Justamente quando estava amadurecendo essa ideia, uma gatinha preta apareceu na porta da casa dos meus pais. Sem saber o que fazer, liguei para a minha amiga e ela se ofereceu para ficar com a gatinha, até porque meus pais não aceitariam a pequena em casa de jeito nenhum. Peguei aquela bolinha de pelos e levei até a casa dela, desesperada.
Vacinamos, castramos e doamos a Roseli logo depois. Depois dessa experiência, já não tinha mais dúvidas: eu queria ter um gatinho. Quando aluguei meu apartamento e fui morar sozinha, passei a ler tudo o que encontrava sobre os gatos. Não queria errar com eles e tinha muito medo de cometer algum deslize por conta da minha total falta de experiência. Quando finalmente me senti preparada, começou a tortura: como escolher um gatinho? Eu olhava o site e gostava de todos! Para facilitar a minha escolha, defini algumas características essenciais para o meu futuro gato: tinha que ser adulto e encalhado. Com isso, eliminei vários candidatos e fiz uma planilha comparando os que tinham sobrado. A dúvida era tanta que até organizei uma votação entre as pessoas mais próximas! No final das contas, resolvi escolher o que tivesse a carinha mais simpática e quem ganhou nesse quesito foi o Brother (curiosamente igual ao Tonico!). Como todo mundo disse que seria melhor adotar dois gatinhos de uma vez, escolhi a gatinha que me parecia ser uma boa companhia ao moço, a Shanti. Por sorte, os dois moravam juntos e eu não tive que me preocupar com adaptação. Adotei os dois e recebi um convite para entrar no grupo de emails das voluntárias.
Na minha primeira visita ao abrigo, me apaixonei pela Gigi e adotei a carequinha no dia seguinte. Logo depois, adotei a Glória e o time ficou completo!
LLP – Como é o trabalho e a rotina de um lar temporário?
DG – Cuidar de um gatinho temporário é exatamente como cuidar de um dos nossos, nada além disso. Gatinhos são normalmente limpinhos, silenciosos e precisam de carinho, comida boa, água fresca e uma caixa de areia limpa para serem felizes. Quando um gatinho chega da rua, ele não está pronto para ser adotado, até porque precisa ser vacinado, vermifugado e castrado (o AUG só doas gatinhos assim!). Muitas vezes o gatinho tem medo de gente ou tem algum machucado. Dar lar temporário é preparar o gatinho para adoção, em todos os sentidos. Amo todos os que passaram pela minha vida e me apeguei demais a alguns. Doar um gatinho que morou com você por 6 meses não é uma tarefa fácil e eu, manteiga derretida, costumo sair da casa dos adotantes me matando de chorar. Apesar da saudade que eu sinto deles, a sensação que fica é a de dever cumprido. Recebo depois as notícias dos meus queridos e fico tranquila sabendo que estão em boas mãos.
LLP – Quantos e quais gatinhos estão com você, como temporários, no momento?
DG – São 3 gatinhos sob a minha responsabilidade: Lola, Chris e Bruce. Meu pai encontrou esses gatinhos na praia e o Mike, irmão deles, já foi adotado.
LLP – E seus adotados, quantos e quais são? Nos conte sobre a história da adoção deles.
DG – Tive como temporários o Fritz, a Valentina, a Bella, o Leonardo, o Quincas, a Pluma, a Pati e seus 5 filhotes, o Crush, a Muriel, a Nair, o Irineu, os gatinhos da praia. Fora os que passaram bem pouco tempo em casa, como o Vicente, as Super Poderosas, o Lambrusco, os bebês… Os três primeiros ficaram pouco tempo comigo e a primeira doação difícil foi a do Leonardo, que morou comigo por mais de 6 meses.
Muita gente achou que eu não conseguiria doar o Leo e que ele acabaria sendo adotado por mim. Até hoje choro vendo as fotos dele! No caminho para a casa da adotante, cheguei a pensar em desistir. Felizmente, o bom senso falou mais alto e eu fiz a entrega do fofinho. Ele ganhou uma irmã também do AUG, a Aída.
A doação do Quincas foi outro drama. Eu sou apaixonada por ele e ele morou tanto tempo comigo que passou a ser parte da família. Sortudo, foi adotado por uma das pessoas mais fofas que eu já conheci. Recebo notícias e fotos dele e já fui visitá-lo, inclusive.}
Quando eu achei que tinha me acostumado a ser mãe temporária e já tinha passado por todos os testes, veio o golpe final: doar a Pati e seus 5 bebês. Depois que os pequenos cresceram e puderam ser castrados, foram para o site e comecei a receber uma montanha de formulários de adoção (isso porque 4 deles são branquinhos). Consegui doar a Pati com a filha mais apegada a ela, a Camafeu, e fiquei aliviada. A Cocadinha foi adotada por um casal super fofo e ganhou uma irmã pretinha linda. O Leeloo foi adotado por um doce de mulher e sua filha pequena, ambas apaixonadas por ele. Sobraram dois filhotes em casa e, como eles eram muito apegados, decidi que só doaria os dois juntos. O tempo foi passando, eles foram crescendo e eu fui me apegando cada dia mais, até que apareceu uma adotante novata como eu quando adotei os meus, preocupada em não errar. Quando ela decidiu que queria mesmo adotar os dois, entrei em desespero. Saí da casa dela aos prantos, mas satisfeita por ter a certeza de que eles seriam bem tratados. Atualmente acompanho a vida deles pelo blog que a mãe deles fez: http://diariodoisgatos.wordpress.com/
LLP – Nesse tempo trabalhando com a ONG e com temporários, quais histórias te marcaram mais?
DG – Cuidar de uma família de gatinhos e acompanhar o crescimento dos bebês foi o que mais me marcou. A mamãe Pati cuidava tão lindamente dos filhotinhos… Foram as cenas mais lindas que eu já vi na vida!
LLP – E como eu sempre peço, deixe um recado para as gateiras e gateiros que acompanham o blog.
DG – Por favor, cuidem bem dos seus gatinhos e não deixem que eles saiam pela rua. Gatinhos que passeiam nem sempre voltam e muitas vezes voltam machucados e doentes. Se você mora em apartamento, tenha todas as janelas teladas para evitar acidentes. Se quiser adotar um gatinho, visite o site do AUG!











































