13 jan 2012

Participação especial de hoje: Juliana Carpanez, Manjar e Mingau

Cris

Eu estou MUITO feliz com a participação de hoje! Desde que entrevistei a Denise, da Adote Um Gatinho, descobri o blog Diário de Dois Gatos, no qual a Juliana Carpanez conta (com um humor bacanérrimo) o dia a dia e as histórias de Manjar e Mingau, adotados da AUG e conhecidos pelos íntimos por Bigatos. Para quem não conhece, vale a pena uma visita e acompanhar o blog, pois é diversão garantida.

Divirtam-se agora com a Ju e sua dupla branquinha de olhos azuis…

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E hoje, estrelando, Mingau (esq) e Manjar!!

Lãs, Linhas & Pelos - Há quanto tempo o Manjar e o Mingau estão com você?
Juliana CarpanezDesde janeiro de 2010

Mingau e Manjar... ou Manjar e Mingau... tão parecidos e tão alma gêmeas que nem a Ju consegue distingui-los nessa foto! :D

LLP – Sei que eles foram adotados. Nos conte como foi a história da adoção.
LCEu sempre gostei de bichos, mas meus pais nunca quiseram ter animal de estimação – até então, eu só convivia esporadicamente com o Johnnie, que é o cachorro do meu namorado (sem trocadilhos, por favor). Fui então morar sozinha e pensava na ideia de ter um bicho, mas não tinha coragem de levar adiante (dá trabalho, tem que cuidar, essa história toda).

Até que um dia, indo para a casa do meu primo no interior, parei em um shopping de estrada e estavam doando gatinhos. Surtei! Queria levar na hora um branquinho micro, de olho azul, mas me contive. Na época eu não sabia nem que gato usava caixa de areia, ia levá-lo para casa e fazer o quê? Alimentá-lo com leite e sardinha? Achei melhor não…  

Problema é que não parei de pensar naquele bicho e, em poucos dias, ter um gato passou a fazer todo sentido em minha vida. Fui para o Google, cheguei até o Adote um Gatinho e lá encontrei um gato branco de olho azul pelo qual me apaixonei (não vou falar qual era, para não ter ciumeira aqui em casa). O bichano tinha de ser adotado com o irmão, porque eles eram muito grudados, e vi então que pegar os dois seria a melhor opção. Passo muito tempo fora e eles fariam companhia um para o outro.

Foi assim que – cerca de duas semanas depois de ver aquele gatinho no shopping de estrada – entrei com o pedido para adotar Manjar e Mingau (o nome original dele Macarron).

Manjar, em toda a sua graça e pomposidade

 LLP - São vacinados e/ou castrados? São mantidos dentro de casa/apartamento?
JCSão, já vieram castrados de fábrica (o Adote um Gatinho só doa depois de castrar). Mantenho as vacinas em dia e os dois vivem em apartamento completamente telado (outra exigência da ONG, com a qual eu também concordo).

Manjar (esq) e Mingau, irmãos inseparáveis

 LLP - Foram sua primeira experiência com gatos ou já havia tido experiências anteriores?
JCOficialmente foi minha primeira experiência. Quando eu era criança, fui à casa de uns parentes da minha mãe e lá tinha um gatinho chamado Fievel (era época do filme), que se sentou no meu colo – essa, até então, era minha experiência mais íntima com gatos. Tanto que, logo que os bigatos chegaram, tudo (tu-do!) era novidade: “nossa, eles pulam alto!”, “gente, fazem barulho de jipe”, “meu deus, gato não toma leite”. A chegada de Manjar e Mingau foi só novidade.

Mingau (esq) e Manjar fazendo uma de suas especialidades: enchendo um cobertor escuro com pelos brancos

 LLP - Você acredita que existe um certo preconceito das pessoas com relação aos gatos? Já teve alguma experiência que demonstrasse preconceito?
JCSim, apesar de ter muito dono/a de gato por aí, acho que é mais universalmente aceito ter cachorro. E os preconceitos em relação a gatos são muito antigos/bobos: “interesseiros, apegados à casa, traiçoeiros”. Gente, que coisa mais anos 80, vai se informar. Ou pelo menos dar a chance de um gato conquistar você…

 Mas da mesma forma que eu gosto de ser respeitada, respeito. Quando as visitas vêm à minha casa, por exemplo, eu não deixo os bigatos (Manjar e Mingau) ficarem com a gente quando estamos comendo. Porque nem todo mundo tem afinidade e, se der na telha, eles vão pular na cadeira da visita ou na mesa. Nem todo gato é assim, mas impor limites não é meu forte com eles.

Manjar (esq) fazendo cara de paisagem e Mingau querendo aparecer na foto

 LLP - O que os Bigatos representam em sua vida?
JCPoutz, eles são muito importantes! É difícil definir (sem ser brega), mas eles são muito parte da minha vida. Morro de saudades quando fico mais tempo que o esperado fora de casa. Temos nossa rotina, sei do que cada um gosta, como cada um reage a algo específico. Não queria jamais viver novamente sem Manjar e Mingau em minha vida.

Não é a coisa mais fofa essa combinação branco e rosa?

 LLP - Tem alguma história engraçada ou emocionante que tenha vivido com eles e que tenha te marcado? Pode ser mais de uma história… :)
JCNo dia em que os bigatos chegaram, passada a euforia inicial, eu e minha irmã fizemos macarrão. Cozinhamos tudo e, quando pusemos a massa no prato, Mingau – cujo sonho proibido é comer pão com manteiga – deu o pulo mais ninja da vida dele, para cima do balcão, e meteu a cara no prato. De lá ele saiu com um bigode do espaguete que havia mordido, todo pimpão. Desde então, o plano secreto do gordinho é comer comida de gente – algo que está proibido.

Já o Manjar sumiu, dentro do apartamento todo telado, num final de semana em que deixei meu namorado cuidando dos bigatos. Problema é que o Alê tinha saído do apartamento para almoçar e, como não achava o bicho, achou que ele tinha escapado pela porta nessa hora. Imagina a angústia de contar para a Dona Florinha que o Kiko sumiu da vila do Chaves? Alê se convenceu de que isso era impossível e, horas depois, Manjar apareceu na sala com ar de “tudo bem por aqui, humano?” Foi tenso.

Mingau bocejando e pensando: "Que arte fazer agora??"

 LLP - E o relacionamento entre os dois, como é?
JCOs dois são irmãos e só podiam ser adotados juntos, porque a Adote um Gatinho não queria separar tamanho amor (oooown). A Denise, voluntária da ONG, conta que na casa dela (ainda bebês) eles miavam quando se separavam. Bigatos vivem juntos, mas têm fases de maior ou menor grude: às vezes só dormem juntos, às vezes separados. Mas brincar é só entre eles, uma brincadeira de correr um atrás do outro (pelo que a humana aqui entende). Se eu tento entrar, eles me olham com uma cara de “ãh? Quem convidou?”.

Mingau em "Será que eu vi um gatinho??"

 LLP - O que você tem a falar para pessoas que desejam um bichano e ficam na dúvida em adotar?
JCÉ muito bom, é muito amor, muita alegria, não imagino mais minha vida sem os bigatos. Gatos são independentes, carinhosos, ótima companhia, aconchegantes, engraçados e no geral dão pouco trabalho.

 Mas quem adotar tem realmente de estar disposto a dar o melhor para os bichos. Isso inclui levar ao veterinário no mês em que você não estava esperando, ter alguém para cuidar quando você viajar, limpar a caixa de areia sempre que ela ficar suja (independente do seu grau de cansaço naquele dia). E gatos também são difíceis de educar: muita coisa eu queria de um jeito, eles de outro e eles ganharam.

Como qualquer relacionamento – ainda mais em se tratando de criaturas que dependerão de você –, tem que estar disposto. Eu não tenho dúvida de que vale muito a pena.

Manjar, um gato branco de olhos azuis repousando sobre seu lençol azul de listras brancas

 LLP - E, por último, sinta-se à vontade para deixar algum recado para os leitores do blog que, no geral, são apaixonados por bichanos.
JCSe quiserem conhecer as figuras, na internet Manjar e Mingau moram aqui: http://diariodoisgatos.wordpress.com/

Ju com cinco quilos de Mingau no colo!!

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É isso aí, pessoal. Espero que tenham gostado e, quem não conhecia ainda o blog da Ju, que passe a acompanhá-lo, pois as histórias de Manjar e Mingau contadas por ela são simplesmente deliciosas… ;)

 


29 ago 2010

Participação de hoje: Denise, voluntária e lar temporário da AUG

Cris

Antes de começar com a entrevista de hoje, vamos lembrar o pessoal de que é o último dia para se inscrever para os sorteios dos brindes de aniversário. Façam sua inscrição aqui e aguardem, amanhã saem os ganhadores!! ;)

E vamos lá. A participação de hoje é com a Denise, uma querida voluntária e também lar temporário de gatinhos resgatados pela ONG Adote Um Gatinho. Dê, obrigada pela entrevista, eu amei…

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Lãs, Linhas & Pelos – Há quanto tempo você é voluntária da Adote Um Gatinho? Qual, ou quais, sua função dentro da ONG?
Denise Granja – Sou voluntária do AUG há 2 anos e atualmente sou responsável pelas rifas e por 3 gatinhos que estão para adoção.

Shanti - minha filha

Roseli - gatinha que eu resgatei e doei

LLP – Como surgiu o interesse em participar de uma ONG que cuida de gatinhos?
DG – Conheci o AUG por conta de uma aluna e achei o site lindo, recheado de gatinhos fofos. Comecei a olhar o site de vez em quando
para ver os gatinhos novos, checar quem tinha sido adotado, aprender mais sobre os gatinhos e ler as notícias no blog. Acabei me
tornando voluntária logo depois que adotei meus dois primeiros gatinhos porque me apaixonei pelo trabalho do AUG. Tem como não se
apaixonar?

Bella - temporária já doada

Quincas - temporário já doado

LLP – Você já tinha gatinhos antes? Se sim, quantos e quais bichanos passaram pela sua história?
DG – Nunca tive gatos e, para ser sincera, morria de medo deles. Achava todos lindos e super elegantes, mas tinha pânico de chegar
perto, até porque cresci ouvindo aquele monte de baboseiras que falam sobre os gatos (‘gato é traiçoeiro’, ‘gato só gosta da casa’, etc). Quando era criança, passava férias na casa de praia dos meus pais e era apaixonada por um gatinho de uma vizinha, o Tonico. Ele não era nada do que falavam sobre gatos! Depois que a dona dele se mudou, só fui ter contato de novo com gatos porque fiz amizade com uma pessoa no trabalho que tinha vários gatinhos em casa. Escutando o que ela falava sobre eles, fui começando a gostar da ideia de adotar um gatinho. Para poder fazer isso, eu precisava sair da casa dos meus pais, controlar o meu medo e aprender a lidar com felinos. Justamente quando estava amadurecendo essa ideia, uma gatinha preta apareceu na porta da casa dos meus pais. Sem saber o que fazer, liguei para a minha amiga e ela se ofereceu para ficar com a gatinha, até porque meus pais não aceitariam a pequena em casa de jeito nenhum. Peguei aquela bolinha de pelos e levei até a casa dela, desesperada.
Vacinamos, castramos e doamos a Roseli logo depois. Depois dessa experiência, já não tinha mais dúvidas: eu queria ter um gatinho. Quando aluguei meu apartamento e fui morar sozinha, passei a ler tudo o que encontrava sobre os gatos. Não queria errar com eles e tinha muito medo de cometer algum deslize por conta da minha total falta de experiência. Quando finalmente me senti preparada, começou a tortura: como escolher um gatinho? Eu olhava o site e gostava de todos! Para facilitar a minha escolha, defini algumas características essenciais para o meu futuro gato: tinha que ser adulto e encalhado. Com isso, eliminei vários candidatos e fiz uma planilha comparando os que tinham sobrado. A dúvida era tanta que até organizei uma votação entre as pessoas mais próximas! No final das contas, resolvi escolher o que tivesse a carinha mais simpática e quem ganhou nesse quesito foi o Brother (curiosamente igual ao Tonico!). Como todo mundo disse que seria melhor adotar dois gatinhos de uma vez, escolhi a gatinha que me parecia ser uma boa companhia ao moço, a Shanti. Por sorte, os dois moravam juntos e eu não tive que me preocupar com adaptação. Adotei os dois e recebi um convite para entrar no grupo de emails das voluntárias.
Na minha primeira visita ao abrigo, me apaixonei pela Gigi e adotei a carequinha no dia seguinte. Logo depois, adotei a Glória e o time ficou completo!

Leo e Gloria - Leonardo, o temporário que eu quase adotei, e minha 4a filha

Nair e Irineu - temporários já doados

LLP – Como é o trabalho e a rotina de um lar temporário?
DG – Cuidar de um gatinho temporário é exatamente como cuidar de um dos nossos, nada além disso. Gatinhos são normalmente
limpinhos, silenciosos e precisam de carinho, comida boa, água fresca e uma caixa de areia limpa para serem felizes. Quando um gatinho chega da rua, ele não está pronto para ser adotado, até porque precisa ser vacinado, vermifugado e castrado (o AUG só doas gatinhos assim!). Muitas vezes o gatinho tem medo de gente ou tem algum machucado. Dar lar temporário é preparar o gatinho para adoção, em todos os sentidos. Amo todos os que passaram pela minha vida e me apeguei demais a alguns. Doar um gatinho que morou com você por 6 meses não é uma tarefa fácil e eu, manteiga derretida, costumo sair da casa dos adotantes me matando de chorar. Apesar da saudade que eu sinto deles, a sensação que fica é a de dever cumprido. Recebo depois as notícias dos meus queridos e fico tranquila sabendo que estão em boas mãos.

Camafeu e Manjar - filhos da Pati

Chegada - Brother e Shanti no dia em que chegaram em casa

LLP – Quantos e quais gatinhos estão com você, como temporários, no momento?
DG – São 3 gatinhos sob a minha responsabilidade: Lola, Chris e Bruce. Meu pai encontrou esses gatinhos na praia e o Mike, irmão
deles, já foi adotado.

Pati e bebês

Pluma - temporária já doada

LLP – E seus adotados, quantos e quais são? Nos conte sobre a história da adoção deles.
DG – Tive como temporários o Fritz, a Valentina, a Bella, o Leonardo, o Quincas, a Pluma, a Pati e seus 5 filhotes, o Crush, a
Muriel, a Nair, o Irineu, os gatinhos da praia. Fora os que passaram bem pouco tempo em casa, como o Vicente, as Super Poderosas, o Lambrusco, os bebês… Os três primeiros ficaram pouco tempo comigo e a primeira doação difícil foi a do Leonardo, que morou comigo por mais de 6 meses.
Muita gente achou que eu não conseguiria doar o Leo e que ele acabaria sendo adotado por mim. Até hoje choro vendo as fotos dele! No caminho para a casa da adotante, cheguei a pensar em desistir. Felizmente, o bom senso falou mais alto e eu fiz a entrega do fofinho. Ele ganhou uma irmã também do AUG, a Aída.
A doação do Quincas foi outro drama. Eu sou apaixonada por ele e ele morou tanto tempo comigo que passou a ser parte da família. Sortudo, foi adotado por uma das pessoas mais fofas que eu já conheci. Recebo notícias e fotos dele e já fui visitá-lo, inclusive.}
Quando eu achei que tinha me acostumado a ser mãe temporária e já tinha passado por todos os testes, veio o golpe final: doar a Pati e seus 5 bebês. Depois que os pequenos cresceram e puderam ser castrados, foram para o site e comecei a receber uma montanha de formulários de adoção (isso porque 4 deles são branquinhos). Consegui doar a Pati com a filha mais apegada a ela, a Camafeu, e fiquei aliviada. A Cocadinha foi adotada por um casal super fofo e ganhou uma irmã pretinha linda. O Leeloo foi adotado por um doce de mulher e sua filha pequena, ambas apaixonadas por ele. Sobraram dois filhotes em casa e, como eles eram muito apegados, decidi que só doaria os dois juntos. O tempo foi passando, eles foram crescendo e eu fui me apegando cada dia mais, até que apareceu uma adotante novata como eu quando adotei os meus, preocupada em não errar. Quando ela decidiu que queria mesmo adotar os dois, entrei em desespero. Saí da casa dela aos prantos, mas satisfeita por ter a certeza de que eles seriam bem tratados. Atualmente acompanho a vida deles pelo blog que a mãe deles fez: http://diariodoisgatos.wordpress.com/

Gigi - 3a filha que chegou careca porque estava em depressão (agora já é peludinha!)

LLP – Nesse tempo trabalhando com a ONG e com temporários, quais histórias te marcaram mais?
DG – Cuidar de uma família de gatinhos e acompanhar o crescimento dos bebês foi o que mais me marcou. A mamãe Pati cuidava tão
lindamente dos filhotinhos… Foram as cenas mais lindas que eu já vi na vida!

Leonardo e eu

Mingau, filho da Pai

LLP – E como eu sempre peço, deixe um recado para as gateiras e gateiros que acompanham o blog.
DG – Por favor, cuidem bem dos seus gatinhos e não deixem que eles saiam pela rua. Gatinhos que passeiam nem sempre voltam e muitas
vezes voltam machucados e doentes. Se você mora em apartamento, tenha todas as janelas teladas para evitar acidentes. Se quiser adotar um gatinho, visite o site do AUG!

Eu e o Tonico, o começo de tudo


24 ago 2010

Participação de hoje: Juliana e Susan, fundadoras da ONG Adote Um Gatinho

Cris

A participação de hoje é muito especial pra mim. Não é segredo para ninguém a admiração que tenho pelo trabalho feito pela ONG Adote Um Gatinho. Só os mais de três mil gatinhos adotados através dela sabem a diferença que esses dois anjos de meninas que a fundaram fazem no reino felino.

Apesar de todo o trabalho que já têm, de todos os compromissos e correrias, ainda acharam um tempinho para responder à entrevista. Espero que, conhecendo um pouco mais sobre esse projeto, mais pessoas possam ajudar, seja de que forma for.

As fotos que ilustram o final do post foram tiradas por mim na visita que eu e o meu marido fizemos ao abrigo. Divirtam-se!!

Lãs, Linhas & Pelos- Como nasceu a Ong Adote um Gatinho?

Adote Um Gatinho – O site Adote Um Gatinho (www.adoteumgatinho.org.br) foi criado em 2003 por Susan Yamamoto e Juliana Bussab, duas amigas apaixonadas por gatos.

Juliana e Susan se conheceram num grupo de discussão sobre animais na internet. Uma pessoa pedia ajuda voluntária para capturar e castrar gatos em um parque de São Paulo e, por coincidência, as duas se ofereceram. Pegaram alguns, vacinaram, castraram, vermifugaram e os devolveram ao parque. Alguns meses depois, Susan e Juliana decidiram abrir uma página na internet para divulgar os gatinhos, e passaram a abrigá-los até que aparecessem  interessados. Nascia aí o Adote Um Gatinho.

Durante 3 anos, Susan e Juliana tocaram sozinhas todo o projeto e conseguiram doar mais de 1.400 gatinhos.

Em 2006, novos gateiros se uniram a elas.

No início de 2007, o Adote Um Gatinho foi oficializado como ONG.

Em 2009, o Adote um Gatinho adquiriu o título de OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público).

LLP – Como funciona a estrutura que mantém a AUG?

AUG – O Adote Um Gatinho tem como objetivo cuidar castrar, vacinar, vermifugar e encontrar lares para gatos abandonados.

Os gatinhos não estão concentrados em um local só. Uma parte dos gatinhos fica no abrigo da ONG, geralmente os adultos e os ariscos. Mas a maioria dos gatinhos aguarda adoção na casa das voluntárias do AUG, os chamados “lares temporários”. Cada voluntária cuida de um grupo de animais e todos são reunidos no site.
Atualmente, o AUG tem vagas para cerca de 200 gatinhos, mas está sempre superlotado. Assim, um gatinho resgatado apenas após outro ser doado.

Além da Susan e da Juliana, o AUG conta hoje com cerca de 40 voluntárias.

LLP – Vocês contam com algum apoio e/ou ajuda governamental?

AUG – Não, o AUG infelizmente não tem apoio governamental, nem patrocínio de empresas. O AUG é mantido apenas por meio de doações de pessoas físicas, que amam os animais e acreditam no nosso trabalho.

LLP – Vocês têm o número de gatinhos que já foram resgatados por vocês? E quantos adotados?

AUG – Cerca de 3.300 gatinhos já foram adotados por meio do AUG! Atualmente, 200 aguardam adoção.

LLP – Antes de colocar para a adoção, os gatinhos passam por algum cuidado específico?

AUG – Todos os gatinhos resgatados pelo AUG recebem atendimento veterinário. São vermifugados, vacinados e castrados. Somente após esses procedimentos, os gatinhos são colocados para adoção no site.

LLP – Quais os procedimentos para quem quiser adotar um dos gatinhos da AUG?

AUG – Todos os gatos prontos para adoção estão no site da instituição: www.adoteumgatinho.org.br. Os interessados devem acessá-lo, escolher um gatinho e preencher um formulário de adoção que fica disponível online.

Em seguida, o adotante será entrevistado e, caso se encaixe no perfil exigido, será combinada uma vistoria em sua casa.

O Adote um Gatinho acredita que os gatos não devem ter acesso à rua, pois correm riscos de serem atropelados e maltratados. Por isso, casas precisam ter muros altos e redes de proteção nas janelas e acessos à área externa. Apartamentos, por sua vez, precisam de redes de proteção em todas as janelas e sacadas para que o gato não corra o risco de cair.

Se for aprovado na vistoria, o adotante assina o contrato de adoção e passa a ser responsável pelo gato.

LLP – Além da adoção, quais as outras formas de ajudar os gatinhos da AUG?

AUG – Existem várias formas de ajudar o AUG, entre elas:

- doando dinheiro para custear tratamentos, internações e cirurgias dos gatinhos

- doando produtos, como ração, areia, medicamentos

- apadrinhando um dos gatinhos encalhadinhos, camas, caixas de trabsporte, etc

- comprando na lojinha virtual do AUG

- participando das rifas

- divulgando o trabalho da ONG.

Para saber mais, acesse http://adoteumgatinho.uol.com.br/ajuda.htm

LLP – Vocês mantém e resgatam especificamente gatinhos. Têm alguma tipo de parceria com alguma outra Ong, que cuide de cachorros, por exemplo?

AUG – Não.

LLP – Sei que todos os casos devem ser especiais, mas existe algum deles que tenha sido muito marcante ou inesquecível?

AUG – Sim, muitos casos marcaram nossa vida. Um deles é o do bocão, gatinho encontrado com um cancer adiantado na boca, mas que era meigo, carinhoso e lutou muito para viver. Ele perdeu a batalha para o cancer mas tocou o coracão de todas nós, que afinal pensamos: como ele viveu tantos anos com metade da boca faltando e nunca ninguem quis ajuda-lo?

LLP – Quais os conselhos que vocês dariam para os donos de gatinhos para que exerçam uma posse responsável?

AUG – Para o AUG, posse responsável é ter a guarda de um bichinho e não lhe deixar faltar nada. É zelar por sua saúde, sua alimentação, amor e segurança. É respeitá-lo, respeitar suas características, seus hábitos, e ser um verdadeiro guardião.
Se você pretende ter um gatinho ou outro bichinho de estimação, precisa pensar em alguns pontos fundamentais.

- Bicho não é brinquedo. É uma vida, e você será responsável por ela por muitos e muitos anos. Gatos podem viver 15 anos ou mais. Esteja preparado.

- Seu bolso está preparado para cuidar de um animalzinho? Além de ração, areia e vacinas anuais, você precisa estar preparado para eventuais gastos com veterinário. A gente nunca sabe quando eles poderão adoecer!

-  Se você passa o dia fora de casa, pense em adotar dois animais ao invés de um. Assim, eles poderão fazer companhia um ao outro durante o dia e sofrer menos com a sua ausência. Ninguém gosta de viver sozinho!

-  Se você mora em apartamento, coloque redes de proteção em todas as janelas, sacadas e vitrôs. É obrigatório. Gatos desafiam o perigo constantemente e podem despencar a qualquer momento.

- Se você mora em casas, não deixe seu gato ter acesso à rua, pois os gatos correm riscos de serem atropelados, maltratados, envenenados ou simplesmente se perderem. Gatos “outdoor” vive em média 3 anos enquanto gatos que não saem vivem 12!

- Castre seu gato. Não tenha dó: é um procedimento simples e você estará colaborando com o controle populacional. É muito triste a realidade que vivemos hoje: não há donos suficientes para todos os animais que perambulam por aí!

Preparamos em nosso site uma matéria sobre posse responsável. Acesse: http://adoteumgatinho.uol.com.br/antesdeadotar.htm

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Conselhos de ouro!! Precisamos fazer campanha para que as pessoas saibam o que é e exerçam a posse responsável. Muito obrigada, meninas.

E agora, as fotos do abrigo!! Pessoal, não tem como não se emocionar visitando o abrigo. E olha que lá não estão todos os gatinhos! A maior parte fica nos lares temporários. Mas a vontade que dá, vendo os peludos e conhecendo suas histórias, é trazer todos para casa. Tem um mais lindo do que o outro! Para quem mora em São Paulo, entre em contato com as meninas pelo e-mail visitas@adoteumgatinho.org.br e agende uma. Vale muito a pena…

As primeiras fotos são dos quartinhos, onde ficam os mais ariscos, ou aqueles que ainda estão fazendo exames ou sendo tratados de algum problema. Fofuras demais!!

As próximas fotos são da sala, onde ficam os mais mansos e que não estão em tratamento. Podem ser abraçados, beijados… uma delícia! Aqui é fofurisse ao cubo!

A próxima foto é da Milena, que ficou apaixonada pelo meu marido. Eu a entendo, pois também sou… rsrsrs

Esta foto é da sacada, onde ficam os gatinhos com FIV, a AIDS felina. Eles podem ser adotados também e têm uma vida normal, mas precisam ser filhos únicos ou irmãos de outros gatinhos com FIV.

E, para nossa alegria, vimos três gatinhos saindo para irem encontrar suas famílias! Na primeira foto estão 2 dentro da caixinha de transporte. A adotante escolheu os dois sem saber que eram irmãos, vejam só como as coisas sempre dão certo. ;)

E aguardem, ainda teremos mais duas entrevistas imperdíveis com voluntárias da AUG!!

Beijos!!


15 ago 2010

Participação de hoje: Luísa, do blog Louca dos Gatos

Cris

A participação de hoje, neste mês de participações especiais de aniversário, vamos conhecer a Luísa Pinheiro, responsável pelo blog Louca dos Gatos. Além de gateira apaixonada, ela é voluntária da ONG Adote Um Gatinho e tem inúmeras histórias emocionantes para compartilhar.

E lembrando a vocês: façam as inscrições para o sorteio de aniversário! Basta entrar aqui e preencher o formulário.

Divirtam-se e emocionem-se, pois eu me emocionei demais. Obrigada por compartilhar um pouco disso conosco, Lu…

Lãs, Linhas & Pelos- Pelo seu blog, o Louca dos Gatos, dá para ver o tamanho do amor que você sente pelos gatinhos. Como isso tudo começou?
Luísa Pinheiro – Tudo começou em abril de 2006, quando eu ganhei o Sr. Nicolau de presente. Minha mãe nunca deixou a gente ter animal de estimação, porque ela sofre demais e se apega demais e sempre achava que a responsabilidade ia sobrar tudo para ela. Na época, morava com meu namorado e estava insistindo por um animal. Como ele teve gato, preferia e eu topei na hora. Um amigo dele estava com um filhotinho encalhado… e me mandou as fotos e eu me apeixonei na hora. No mesmo dia, peguei o Nico e levei para casa. Ele ficou uns 5 dias com nomes provisórios, até eu achar um que fosse a cara dele.

nico quando era filho único e eu agarrava ele sem parar

quando vi estas fotinhos do nico fiquei louca e fui buscar ele no mesmo dia

Nicolau

nico bebê de tudo... logo que chegou em casa, com 4 meses

LLP – Quantos, e quais bichanos, já passaram pela sua vida?
LP – Então, quando era bem pequena tive uma cadelinha chamada Xuxa, mas ela faleceu. Depois de adulta, minha irmã comprou um yorkshire, o Bruce, ou Bubu, que está com ela até hoje. Ele tem cerca de 7 anos e é o xodó da família, pois se acha o dono da casa. Depois do nico, eu descobri que o ideal era ter dois gatos e não um. Assim um fazia companhia ao outro. E é mesmo. Eu morria de dó de deixar o Nico só em casa e deixei de viajar por conta disso. Após longos 2 anos de negociação, adotei o Miguel na Ong Adote Um Gatinho. No site, ele se chamava Dálmata. Me comoveu por ele ter 2 anos, ter nascido na casa da Susan e nunca ter tido interessados nele por conta das manchas pretas na cara. O Miguel chegou em casa em 11 de novembro de 2007, 2 dias antes de completar 2 anos. Neste mesmo ano me tornei voluntária da ONG, mas só em maio do ano seguinte que passei a ser lar temporário. Neste período adotei a Pepita, minha primeira temporária, pois ela tinha problemas renais. Quem adotaria além de mim? Ela viveu mais de um ano comigo e era a coisa mais doce que já conheci na vida. Em maio de 2009, quando ela estava bem doentinha, eu achei uma gatinha na rua, a Lorena. E a Pepita se sentiu mãe dela. Não pretendia ter 4 gatos, mas também sabia que a Pepita não duraria muito e achei judiação separá-las. A Pepita faleceu em 23 de setembro de 2009. Morri um pouco com ela. A casa ficou triste demais, mas depois todo mundo entra nos eixos de novo. Depois disso, mais de 40 gatos passaram pela minha casa. Na sua maioria pretos e adultos, muitas mamães que encalhavam após seus bebês serem adotados… Aí fiquei conhecida como a rainha dos pretos. Outro dia olhei o site da ONG e contabilizei 42 pretos doados por mim. Acho que a fama tem fundamento.  Uma das pretas que abriguei é a Rita. Ela ia ser castrada e devolvida para as ruas, pois era arisca demais. Não consegui deixar que isso acontecesse. Ela ficou 6 meses escondida, depois mais uns 3 para me deixar passar a mão e, em dezembro de 2009, após um ano comigo, eu decidi soltá-la em casa e aí para a doção foi um passo rápido. Por ser assustada demais, fiquei com medo de doá-la e ela passar por toda a adaptaçao novamente. Já estava em casa mesmo, era minha! E assim, completei meus 2 casais.

miguel e nico, logo que miguel chegou e tentou fazer amizade

pepita assim que chegou em casa, ainda como temporária

rita assim que chegou, escondida e em pânico

lorena fazendo exames assim que foi resgatada, com apenas 500g

pepita aninhando a lorena. dava para não adotar?

LLP – Você também é voluntária da Ong Adote um Gatinho e já foi lar temporário. Nos conte um pouco sobre essas experiências e porque você deixou de ser um lar temporário.
LP – Sou voluntária da ONG desde dezembro de 2007. Sou da primeira leva de voluntárias. No começo a gente ajudava bem menos. Ia no abrigo, fazia as entregas dos gatinhos e as vistorias nas casas dos adotantes. Depois a coisa foi se organizando e eu fiquei responsável pela lojinha dos parceiros. Eu era o ponto de contato entre a ONG e as lojinhas e artesãs que doavam parte da renda das vendas de coisinhas de gatos para o cuidado com nossos gatinhos. Em maio de 2008 eu fui morar sozinha e então decidi ser lar temporário. As primeiras foram a Pepa e a Pepita. Doei a Pepa super rápido. A Pepita ficou sozinha um tempo no quarto dos temporários, pois ela tinha que comer raçaõ renal e também era doce demais. Os gatos novos que chegavam batiam nela e ela não podia estressar. Assim que assumi a adoção, passei a manter sempre de 2 a 3 gatos no quarto dos temporários. Assim, quando um ia embora, eu pegava outro. Sempre achei que ser lar temporário era abrigar os gatos por tempo indeterminado. Nunca me senti na obrigação de doar algum deles. E por isso eu sempre falava para eles, “se ninguém te adotar, daqui vc não sai. Fica tranquilo que agora está tudo bem”. E acho que por isso eu sempre doei meus temporários super rápido. Acho que ninguém ficou mais de 5 meses comigo, mas o amor que a gente pega é enorme. No final de 2009, depois de uma série de tratamentos de gengivite, fizemos exame de sangue no Miguel e descobrimos que ele é FIV positivo. Assim como nos humanos, a AIDS felina ataca o sistema imunológico do animal e por isso o ideal é que ele tenha um ambiente de tranquilidade, para que a doença não se desenvolva. A transmissão é por sexo ou sangue, mas por sorte, os demais filhos naõ pegaram nada. Por orientação da veterinária, decidi não ter mais gatos temporários em casa. Doei todos que estavam comigo e soltei a Rita pela casa… Uns 3 meses depois adotei a pequena. Embora eu tenha me abalado muito como a notícia do Miguel, ele tem uma vida super normal. Não precisa de nenhum tratamento específico. Fazemos exames periódicos caso seja notada alguma alteração de peso, etc… mas no mais, é vida normal!

miguel cara de pau

pepitinha já doentinha...

mãe e filha

rita arriscando as primeiras voltinhas

lorena pitica de tudo

LLP – Para quem mora em São Paulo, e quiser ajudar, o que é necessário para participar como voluntário na AUG?
LP – Existem muitas formas de ajudar os gatinhos do AUG. Você pode ajudar com doações, apadrinhamento, comprando a rifa, indo ao bazar, comprando nossos produtos ou dos nossos parceiros. Para ser voluntária mesmo, aí você deve mandar e-mail para juliana@adoteumgatinho.org.br e se informar melhor. Como já somos 40 voluntárias, ela que controla a necessidade e disponibilidade de função.

LLP – Como é o seu dia a dia com seus quatro “filhos” atuais? Como é a personalidade de cada um deles?
LP – Ah… minha vida é bem mais feliz com meus filhotes. Eles são super carinhosos do seu modo. O Nico é o dono da casa. Ele é o primeiro e ele sabe disso. É carinhoso ao extremo. Quando era filhote era meio ressabiado com carinhos, mas sempre foi de ficar perto. Acho que a idade chegou e ele agora se esfrega em quase qualquer um… basta ele te ver 2 vezes hehehe. O Miguel é um dengo só. Dorme a noite toda embaixo do edredom comigo, encostadinho na minha perna. Isso quando não é em cima de mim. Ele me segue pela casa esperando que eu sente, para ele deitar no colo. Super charmosinho, ele vira cambalhota e adora fazer charme. A Lorena é a chatinha [rs]. Ela odeia colo e beijos. Carinhos só bem moderados. Se você aperta ela demais, ela faz fuuu. Aliás, elas faz fuuu à toa. Mas ela mostra que me ama da maneira dela. Me segue pela casa toda. Brinca, corre, super ativa, também tem só 1 ano né? hahaha  Apesar de não ser chameguenta, é a primeira que vem para cama dormir comigo. Ela deita do lado da minha cabeça e fica me olhando. Quando se sente confortável, chega perto e lambe meu pescoço, amassando pãozinho no meu rosto. Ela gosta de estar perto, mas não gosta de se sentir presa. Só sai da cama quando eu tento agarrá-la [isso acontece frequentemente] ou quando eu levanto também. A Rita é um doce de gata, mas ela morre de medo da sombra dela. Tudo que a gente achou que ela era arisca é só medo. Ela tem o cantinho dela. Me deixa fazer carinhos só quando eu sento perto e deixo ela se aproximar. Se tentar pegar no colo ela grita. Aliás, o miado dela é um gritinho muito fofo. Ela gosta da Lorena, mas às vezes elas se estranham. Por ela ser medrosa, os machos batem nela e ela não revida, só faz fu e grita. E assim, eles acham que podem mandar nela e batem cada vez mais. O Miguel arruma encrenca. O Nico, na verdade, só persegue se ela se arrisca demais nas voltinhas. Na verdade, o negócio do Nico é comigo. Se está comigo e alguém chega perto, ele ataca hahahaha. O bebê da mamãe. Mas, no geral, a rotina é ótima. Caixinhas limpas 2 vezes por dia, água trocada 1 vez por dia. Vemos TV juntos, dormimos juntos e eles me assistem tomar banho. O que eles odeiam mesmo é o computador. hahahaha Se eu chegar perto, eles ficam me atrapalhando, até eu levantar e ir para sala deitar com eles. Claro que tonta, eu obedeço hahahaha

lorena ficando adolescente

rita já fora da toca, mas ainda sem se deixar toca

primeira vez que a pê viu uma televisão heheh

LLP – Você tem passagens marcantes envolvendo seus gatinhos para nos contar?
LP – Tenho muitas. A Pepita acho que é a mais marcante de todas. Depois de 8 meses em casa comendo ração renal, ela teve uma piora e parou de comer. Isso foi no carnaval de 2009. Corri para fazer exames e as taxas estavam tão alteradas que ela ficou 2 dias internada. Depois disso, tinha que tomar soro diariamente. Foi um sufoco. Eu acordava mais cedo para ir na veterinária, pois ela não me deixava aplicar. Isso foi de fevereiro a setembro. Em setembro ela teve uma piora terrível e tivemos que sacrificá-la. Estava magra demais e não conseguia mais comer. Evitamos o sofrimento. Eu morri com ela. Pode ter certeza. Mas ela foi uma das melhores coisas que me aconteceu.

pepita já bem doente com a tia angélica, em dia de soro

Quando eu passei a mão na Rita pela primeira vez também me emocionei muito. É muito legal ganhar a confiança de um gatinho. A gente se sente poderosa, feliz.

e a rita se rendeu aos meus carinhos

Quando a Lorena chegou também foi um sufoco. Ela tinha sido mordida por um cão e teve um rompimento do músculo abdominal. O intestido estava preso só pela pele. Ficou 4 dias no banheiro, comendo uma colher de paté de 2 em 2 horas. Quando ela fez o primeiro cocô, foi uma comemoração geral [rs]. Ela foi operada e hoje passa super bem.

lorena linda e peluda

rita já solta na casa

De coisas boas, o que posso destacar é a convivência. É chegar em casa e receber afeto incondicional. Uma lambidinha aqui. Uma barriguinha a mostra acolá. Parece que tudo de ruim que aconteceu no dia fica para fora de casa, né? Bom demais. Não me vejo mais sem gatos. Se eu tiver filhos, quero passar isso para eles. Se eu não tiver… aí eu vou ter o cuidado de não pegar gatos novos. Tenho medo de morrer e ninguém cuidar dele.

miguel e pepita

LLP – E, por último, deixe uma mensagem, recado ou o que queira falar para as gateiras e gateiros que acompanham o blog.
LP – Ah… sei que parece clichê, mas queria pedir que as pessoas tenham a consciência de que o animal é uma vida e que ele te ama demais. Que além de comida e água, eles precisam de segurança e afeto. Lugar de animal é dentro de casa, seguro e protegidos pelas telas. Ter tela e manter seu animal em casa é prova de afeto. Isso porque, se ele sair e se perder ou se machucar, além dos gatos financeiros, você vai ter terríveis perdas emocionais. Fora a dor do gatinho, né? Desnecessário. Isso sem falar de possíveis doenças. É isso. Quem ama cuida e protege. Pense bem antes de adotar um animal, eles são sua responsabilidade para a vida toda. Mas garanto que a alegria é imensamente maior que as preocupações!!!

dia de catnip


23 jul 2010

Participação de Sexta: Lu, Mel e Cacau, do Cadê o Atum?

Cris

A participação de hoje é com a Lu, a Mel e a Cacau. A Lu tem o site já muito citado aqui, o Cadê o Atum?. É uma gateira assumida e um encanto de pessoa. A Mel e a Cacau são duas lindas, que têm uma vida de princesas junto à Lu. Mas elas merecem.

Divirtam-se, pois eu me diverti muito com a entrevista… ;)

Lãs, Linhas & Pelos – Há quanto tempo a Mel e a Cacau estão com você?
Lu
– A Mel chegou em 29 de novembro de 2008. Dois meses depois, comecei a morrer de pena de vê-la tanto tempo sozinha – isso pra não mencionar que ela queria brincar o tempo todo, inclusive às quatro da madrugada! Aí, em 20 de fevereiro de 2009, veio a Cacau.

Mel, dois dias depois de chegar. A manchinha preta é quase invisível hoje.

LLP – Elas foram compradas, presenteadas ou adotadas?
Lu – Ambas foram adotadas. Há tempos pensava em ter um gatinho, mas nunca passou pela minha cabeça comprar.

Embora eu desejasse gatos há alguns anos, a Mel foi uma filha não-planejada: saí pra almoçar com uma amiga e voltei pra casa com aquele cisco de dois meses e meio, uma mistura de carrapato com pipoca, que estava numa gaiola de gatinhos para adoção na frente de um petshop.

A Cacau foi cercada de planejamento e expectativa. Queria uma gata adulta e laranja. Passei algumas semanas procurando até encontrar minha gata dos sonhos no orkut. Ela estava para completar um ano quando foi adotada.

Cacau pergunta: Cadê o atum?

LLP – São vacinadas e/ou castradas? São mantidas dentro de casa/apartamento?
Lu – Sim, sim e sim! Sou ardorosa defensora da posse responsável!

Mandei castrar a Mel quando ela estava com 5 meses, antes do primeiro cio. A Cacau já chegou castrada. Elas vão à pediatra regularmente, tomam as vacinas anuais e são vermifugadas. Moro em apartamento e mandei telar as janelas uns dois meses depois da chegada da Mel. Antes disso, as janelas ficaram permanentemente fechadas e com trava de segurança. Parte da demora deveu-se ao síndico, que simplesmente proibiu que a pessoa que contratei subisse para executar o serviço. Insisti, trouxe o cara num domingo para evitar o síndico e resolvi o problema.

Alguém me chamou?

LLP – Qual sua experiência anterior com gatos?
Lu – Praticamente nenhuma. Elas são meus primeiros bichos de estimação, na verdade.

Meus pais têm uma gatinha, mas não moro com eles, então não convivo com ela. Alguns amigos têm gatos e adoro visitá-los, mas isso não é frequente.

Só sabia que gatos são carinhosos, autolimpantes, silenciosos e facilmente adaptáveis a espaços pequenos. Ah, também já sabia que sou ligeiramente alérgica. Hoje em dia, é bem raro ter uma crise; logo que adotei a Mel, tomava antialérgico quase todos os dias.

LLP – Como é o temperamento da Mel e da Cacau?
Lu – Dizem que um filho é sempre o oposto do outro… aqui em casa, isso é a mais pura verdade!

A Mel é travessa, inquieta, hiperativa e destruidora. Teve a fase de roer fios e nos últimos tempos andou roendo minha roupa de cama. Não pára quieta e, para os padrões felinos, dorme pouco.

A Cacau adora brincar, mas cinco minutos bastam pra ela. Ela dorme bem mais, destrói bem menos e adora um dengo. Está sempre colada. Nesse momento, está na mesa do computador comigo, ronronando.

Ambas são supercarinhosas, amassam pão na minha barriga, dormem juntinho de mim e me recebem na porta quando chego do trabalho. Também são sociáveis, adoram visitas humanas!

É o amor...

LLP – Você acredita que existe um certo preconceito das pessoas com relação aos gatos? Já teve alguma experiência que demonstrasse preconceito?
Lu – Sim, os gatinhos são vistos com maus olhos por aí. Ainda tem muita gente que repete clichês como “gato é traiçoeiro”, “gato gosta da casa e não do dono” e outros absurdos que só podem partir de quem nunca conviveu com esses felinos adoráveis. Os donos de gatos também sofrem preconceitos. Já tive de ouvir de uma veterinária (imagine só!) que vou virar uma “velha louca cheia de gatos” – ela estava batendo boca comigo e tentou me ofender dizendo isso.

Teve também o sujeito que veio verificar o serviço de internet certa vez e comentou, rindo, que matou muito gato quando era criança. O cara dentro da minha casa, vendo as minhas gatas, falou isso em tom de piada, pode?! Claro que ele não tentaria machucar um pitbull, né? É mais “divertido” atacar gatos, que são pequenos e incapazes de se defender.

Deixa a gente dormir!

LLP – O que essas coisinhas peludas representam em sua vida?
Lu – Muito. Muito mesmo. São parte integrante da minha vida e hoje em dia é doloroso imaginar-me sem elas. São meus amores, minhas companheiras.

Quem tem bicho de estimação costuma vê-lo como um filho; quem não tem, acha exagero, mas é assim mesmo. Meu pai costuma dizer que filho só dá duas preocupações: uma quando nasce, e a outra para o resto da vida. Gato é igualzinho. ;)

Ou, parafraseando um cartaz que vi há bastante tempo: minhas gatinhas são como filhas; é verdade que são peludas, andam de quatro, não falam muito bem, mas são minhas filhinhas e eu as amo.

LLP – Quando e por que surgiu a ideia do blog? E a pergunta que não quer calar: o nome do blog significa que as duas têm paixão por atum? :)
Lu – Sim, a Mel é louca por atum! Desde que ela chegou, meu consumo de atum caiu vertiginosamente, porque não gosto de dar outra coisa além de ração e, por outro lado, fico com dó de vê-la passar vontade. A Cacau, na verdade, não liga muito (e entende o significado da palavra “não”; a Mel finge que não entende).

Tenho blog há quase sete anos e queria muito falar das gatinhas por lá, mas não teria nada a ver com o tema. Por outro lado, duas amigas que também têm blogs passaram a ter gatos no mesmo mês em que a Mel chegou. Sugeri que criássemos um coletivo dedicado a eles. O nome foi ideia da Srta. Bia, amiga cachorreira simpatizante de gatos.

Esse ano, o Cadê se tornou um blog individual. Desde então, tenho dedicado mais tempo a ele (mas ainda não tanto quando pretendo). A ideia inicial era apenas contar o cotidiano das minhas gatas, mas o que mais tenho feito é divulgar informações e curiosidades sobre felinos.

Disfarçada de bicho de pelúcia.

LLP – E, por último, sinta-se à vontade para deixar algum recado para os leitores do blog que, no geral, são apaixonados por bichanos.
Lu – Gateiros, uni-vos! :)

É nossa responsabilidade disseminar informações sobre os gatos e, sobretudo, mostrar às pessoas que não os conhecem como eles são cativantes, amorosos e companheiros. Gatos não são melhores nem piores que cães; são diferentes, simplesmente. Ninguém é obrigado a gostar deles como nós gostamos, mas podemos fazer nossa parte explicando as diferenças, erradicando preconceitos e ensinando o respeito pelos felinos. Se cada um de nós conseguir esclarecer uma pessoa, já está ótimo!

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