Participação especial de hoje: Juliana Carpanez, Manjar e Mingau

Cris

Eu estou MUITO feliz com a participação de hoje! Desde que entrevistei a Denise, da Adote Um Gatinho, descobri o blog Diário de Dois Gatos, no qual a Juliana Carpanez conta (com um humor bacanérrimo) o dia a dia e as histórias de Manjar e Mingau, adotados da AUG e conhecidos pelos íntimos por Bigatos. Para quem não conhece, vale a pena uma visita e acompanhar o blog, pois é diversão garantida.

Divirtam-se agora com a Ju e sua dupla branquinha de olhos azuis…

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E hoje, estrelando, Mingau (esq) e Manjar!!

Lãs, Linhas & Pelos - Há quanto tempo o Manjar e o Mingau estão com você?
Juliana CarpanezDesde janeiro de 2010

Mingau e Manjar... ou Manjar e Mingau... tão parecidos e tão alma gêmeas que nem a Ju consegue distingui-los nessa foto! :D

LLP – Sei que eles foram adotados. Nos conte como foi a história da adoção.
LCEu sempre gostei de bichos, mas meus pais nunca quiseram ter animal de estimação – até então, eu só convivia esporadicamente com o Johnnie, que é o cachorro do meu namorado (sem trocadilhos, por favor). Fui então morar sozinha e pensava na ideia de ter um bicho, mas não tinha coragem de levar adiante (dá trabalho, tem que cuidar, essa história toda).

Até que um dia, indo para a casa do meu primo no interior, parei em um shopping de estrada e estavam doando gatinhos. Surtei! Queria levar na hora um branquinho micro, de olho azul, mas me contive. Na época eu não sabia nem que gato usava caixa de areia, ia levá-lo para casa e fazer o quê? Alimentá-lo com leite e sardinha? Achei melhor não…  

Problema é que não parei de pensar naquele bicho e, em poucos dias, ter um gato passou a fazer todo sentido em minha vida. Fui para o Google, cheguei até o Adote um Gatinho e lá encontrei um gato branco de olho azul pelo qual me apaixonei (não vou falar qual era, para não ter ciumeira aqui em casa). O bichano tinha de ser adotado com o irmão, porque eles eram muito grudados, e vi então que pegar os dois seria a melhor opção. Passo muito tempo fora e eles fariam companhia um para o outro.

Foi assim que – cerca de duas semanas depois de ver aquele gatinho no shopping de estrada – entrei com o pedido para adotar Manjar e Mingau (o nome original dele Macarron).

Manjar, em toda a sua graça e pomposidade

 LLP - São vacinados e/ou castrados? São mantidos dentro de casa/apartamento?
JCSão, já vieram castrados de fábrica (o Adote um Gatinho só doa depois de castrar). Mantenho as vacinas em dia e os dois vivem em apartamento completamente telado (outra exigência da ONG, com a qual eu também concordo).

Manjar (esq) e Mingau, irmãos inseparáveis

 LLP - Foram sua primeira experiência com gatos ou já havia tido experiências anteriores?
JCOficialmente foi minha primeira experiência. Quando eu era criança, fui à casa de uns parentes da minha mãe e lá tinha um gatinho chamado Fievel (era época do filme), que se sentou no meu colo – essa, até então, era minha experiência mais íntima com gatos. Tanto que, logo que os bigatos chegaram, tudo (tu-do!) era novidade: “nossa, eles pulam alto!”, “gente, fazem barulho de jipe”, “meu deus, gato não toma leite”. A chegada de Manjar e Mingau foi só novidade.

Mingau (esq) e Manjar fazendo uma de suas especialidades: enchendo um cobertor escuro com pelos brancos

 LLP - Você acredita que existe um certo preconceito das pessoas com relação aos gatos? Já teve alguma experiência que demonstrasse preconceito?
JCSim, apesar de ter muito dono/a de gato por aí, acho que é mais universalmente aceito ter cachorro. E os preconceitos em relação a gatos são muito antigos/bobos: “interesseiros, apegados à casa, traiçoeiros”. Gente, que coisa mais anos 80, vai se informar. Ou pelo menos dar a chance de um gato conquistar você…

 Mas da mesma forma que eu gosto de ser respeitada, respeito. Quando as visitas vêm à minha casa, por exemplo, eu não deixo os bigatos (Manjar e Mingau) ficarem com a gente quando estamos comendo. Porque nem todo mundo tem afinidade e, se der na telha, eles vão pular na cadeira da visita ou na mesa. Nem todo gato é assim, mas impor limites não é meu forte com eles.

Manjar (esq) fazendo cara de paisagem e Mingau querendo aparecer na foto

 LLP - O que os Bigatos representam em sua vida?
JCPoutz, eles são muito importantes! É difícil definir (sem ser brega), mas eles são muito parte da minha vida. Morro de saudades quando fico mais tempo que o esperado fora de casa. Temos nossa rotina, sei do que cada um gosta, como cada um reage a algo específico. Não queria jamais viver novamente sem Manjar e Mingau em minha vida.

Não é a coisa mais fofa essa combinação branco e rosa?

 LLP - Tem alguma história engraçada ou emocionante que tenha vivido com eles e que tenha te marcado? Pode ser mais de uma história… :)
JCNo dia em que os bigatos chegaram, passada a euforia inicial, eu e minha irmã fizemos macarrão. Cozinhamos tudo e, quando pusemos a massa no prato, Mingau – cujo sonho proibido é comer pão com manteiga – deu o pulo mais ninja da vida dele, para cima do balcão, e meteu a cara no prato. De lá ele saiu com um bigode do espaguete que havia mordido, todo pimpão. Desde então, o plano secreto do gordinho é comer comida de gente – algo que está proibido.

Já o Manjar sumiu, dentro do apartamento todo telado, num final de semana em que deixei meu namorado cuidando dos bigatos. Problema é que o Alê tinha saído do apartamento para almoçar e, como não achava o bicho, achou que ele tinha escapado pela porta nessa hora. Imagina a angústia de contar para a Dona Florinha que o Kiko sumiu da vila do Chaves? Alê se convenceu de que isso era impossível e, horas depois, Manjar apareceu na sala com ar de “tudo bem por aqui, humano?” Foi tenso.

Mingau bocejando e pensando: "Que arte fazer agora??"

 LLP - E o relacionamento entre os dois, como é?
JCOs dois são irmãos e só podiam ser adotados juntos, porque a Adote um Gatinho não queria separar tamanho amor (oooown). A Denise, voluntária da ONG, conta que na casa dela (ainda bebês) eles miavam quando se separavam. Bigatos vivem juntos, mas têm fases de maior ou menor grude: às vezes só dormem juntos, às vezes separados. Mas brincar é só entre eles, uma brincadeira de correr um atrás do outro (pelo que a humana aqui entende). Se eu tento entrar, eles me olham com uma cara de “ãh? Quem convidou?”.

Mingau em "Será que eu vi um gatinho??"

 LLP - O que você tem a falar para pessoas que desejam um bichano e ficam na dúvida em adotar?
JCÉ muito bom, é muito amor, muita alegria, não imagino mais minha vida sem os bigatos. Gatos são independentes, carinhosos, ótima companhia, aconchegantes, engraçados e no geral dão pouco trabalho.

 Mas quem adotar tem realmente de estar disposto a dar o melhor para os bichos. Isso inclui levar ao veterinário no mês em que você não estava esperando, ter alguém para cuidar quando você viajar, limpar a caixa de areia sempre que ela ficar suja (independente do seu grau de cansaço naquele dia). E gatos também são difíceis de educar: muita coisa eu queria de um jeito, eles de outro e eles ganharam.

Como qualquer relacionamento – ainda mais em se tratando de criaturas que dependerão de você –, tem que estar disposto. Eu não tenho dúvida de que vale muito a pena.

Manjar, um gato branco de olhos azuis repousando sobre seu lençol azul de listras brancas

 LLP - E, por último, sinta-se à vontade para deixar algum recado para os leitores do blog que, no geral, são apaixonados por bichanos.
JCSe quiserem conhecer as figuras, na internet Manjar e Mingau moram aqui: http://diariodoisgatos.wordpress.com/

Ju com cinco quilos de Mingau no colo!!

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É isso aí, pessoal. Espero que tenham gostado e, quem não conhecia ainda o blog da Ju, que passe a acompanhá-lo, pois as histórias de Manjar e Mingau contadas por ela são simplesmente deliciosas… ;)

 

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