AUG – Ajudem a adotar

Cris

Pessoal,

De vez em quando eu vou trazer alguns gatinhos da Adote um Gatinho para passear aqui pelo blog e, quem sabe, acharem um lar e uma família que queiram, e possam, adotá-los. O trabalho do pessoal da Ong é fantástico e merece toda a ajuda possível. Estou planejando uma visita para eles em breve, e trarei fotos e histórias fresquinhas e direto da fonte. Tudo o que eu quero é tentar evitar histórias como essa…

Zaila estrelinha

Não sei se vocês me conhecem.
Sou a Zaila e fiquei alguns meses no site do AUG para adoção.

Pretinha, velhinha, sem nenhum grande atrativo a não ser a minha doçura e a minha voz rouca. Acho que poucos notaram que eu existo.
Há um tempo, a tia Susan colocou até uma fitinha em mim pra eu tentar me destacar, tentar fazer com quem alguém me notasse, sabe?
Fiquei charmosa nas fotos. Mas continuei sendo a pretinha, velhinha, sem nenhum grande atrativo. E nunca recebi NENHUM formulário.

Passei minha vida na rua, tendo uma cria atrás da outra, comendo lixo.
Até que um dia entrei numa casa, onde moravam dois gatinhos. Era a casa da tia do Marcos, marido da tia Susan.
Ela começou a falar fininho comigo e me alimentar.
Demorei para me aproximar, mas achei o lugar bacana. E quando dei cria, levei meus bebês para lá: Barack e Michelle, pretinhos como eu.
Eles foram recolhidos pelo site e adotados.

Eu não. Ainda era muito assustada e ninguém conseguia me pegar…
E alguns meses depois veio outra gravidez e eu já estava super hiper mega boazinha e carinhosa.  Mas eu já estava velhinha e não consegui parir, um neném entalou. Me levaram para fazer cesárea, cuidaram dos meus bebês na mamadeira e sobreviveram dois, adotados pelas tias Mariana e Gisele.

Do lar temporário eu fui para o abrigo, do abrigo fui para a casa da tia Susan, que queria ficar comigo desde o começo, mas estava com a casa cheia de gatinhos e nunca tinha espaço para mim.

A vida me judiou. Sempre fui franzinha e assustada. E ganhei manchinhas nos olhos, muito expressivos, por sinal. A impressão que a tia Susan tinha é que meus olhinhos eram mofados e que eu tinha passado muito frio nessa vida.

No quintal, o que eu mais gostava era da hora do sol. Me espichava toda de barriga pra cima, que delícia.
Quando não estava no sol, ficava encolhida em algum paninho, como boa senhorinha.

Mas eu adoeci. Tia Susan notou que eu espirrava muito e que estava mais “durinha” que o normal. E me botou numa gaiolinha.
Só ali ela poderia ver se eu comia, bebia, usava a caixinha… e as semanas se passaram e minha gripe foi piorando, os remédios eram trocados e não faziam efeito. Parei de comer, de beber, de miar, de sorrir, de curtir o sol. E hoje eu parti.

Na próxima vida quero nascer gato branco, quero nascer siamesa, quero nascer amarela ou azul, porque ainda quero saber o que é ser escolhida, ser amada, ter um lar, dormir na cama debaixo do edredon. Vida de gato preto é muito triste.

Nessas horas eu queria ter uma casa gigantesca, pois iria buscar todos os bichanos que não conseguem um lar para adoção… :( Como não tenho, vou tentar divulgar o máximo possível as histórias dos gatinhos da Ong  e assim tentar achar um lar para eles. Só lembrando que os candidatos à adoção precisam morar em São Paulo, ter casa murada ou apartamento telado. No site há maiores informações sobre as condições exigidas para a adoção.

E, em um próximo post, eu explico estas exigências, pois as pessoas tem uma tendência de pensar: “já que estou adotando, eles precisam aceitar de qualquer jeito, em qualquer condições… estou fazendo um favor!”. E não é bem assim que as coisas funcionam. Mas isso é assunto para depois.

Amanhã já terá gatinho para adoção!

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Be Sociable, Share!

Deixe um comentário