Cão guia

Cris

Nós, aqui em casa, temos paixão por animais. Todos. No momento temos somente gatos, mas a idéia é, assim que pudermos, termos cachorros também. E, nesse ponto, entramos em um grande dilema: as crianças não têm preferência por raça; meu marido ama beagles; eu não serei totalmente feliz enquanto não tiver um labrador. Entendem agora? Já pensaram em uma casa pequena com gatos, um beagle e um labrador, no mínimo? Bem, para agradarmos a todos, provavelmente vamos precisar de um sítio ou algo do gênero… rsrsrs

E, aproveitando o assunto “labrador”, eu acho que minha admiração por eles foi crescendo dia a dia por vê-los no trabalho de cão guia. Tem coisa mais linda do que isso? Ver a calma, a dedicação, a abdicação e a concentração deles é fascinante.

Mas, infelizmente, aqui no Brasil ainda não temos uma cultura solidificada do uso desse tipo de cães. Me lembro muito bem de uma luta, há alguns anos atrás, de uma moça de São Paulo que queria ter o direito de entrar com o seu cão guia no metrô e em teatros, por exemplo. Um pouco dessa saga pode ser lido aqui. Esperamos que isso mude a curto prazo, pois o cão guia pode ser de grande ajuda para a acessibilidade de pessoas com deficiência visual.

Só que ainda há um outro impecilho enorme: o custo para o treinamento do cão guia. Nos Estados Unidos há vários centros de treinamento gratuítos, mas por aqui a história é outra. Não que o custo seja injusto, pois o treinamento do cão é realmente um processo demorado e delicado. Ele precisará ser capaz de guiar por grandes centros, em meio a multidões, vias em péssimo estado e outros fatores dificultantes. Deve ser capaz de trabalhar incansavelmente, na hora que o deficiente visual necessitar. Mas como garantir a inclusão dessas pessoas se este recurso está, financeiramente, muito distante de suas possibilidades?

Uma resposta para isso parece estar surgindo. A Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da USP e a Secretaria do Estado dos Direitos da Pessoa estão montando um centro de treinamento em um terreno adjacente à FMVZ, doado pela reitoria da universidade. O acordo foi firmado esta semana e a notícia pode ser lida na íntegra aqui. As raças a serem treinadas serão labrador e golden retriever, em princípio doados por criadores e, num futuro, adquiridos pelo próprio centro. Esperamos que ele funcione logo e possa oferecer uma melhor qualidade de vida para os deficientes visuais.

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