Hoje estou aqui para falar do Taz. O safadinho nos deu um susto danado neste final de semana!! Na sexta-feita, ao chegarmos em casa do trabalho, vimos que ele estava meio jururu, quietinho, coisa que não combina com a figurinha. Ele sempre está brincando com o Garfield, ou com o Cisquinho, correndo atrás dos brinquedos, subindo na mesa e nas janelas (que são teladas!) e fazendo muitas artes. Como toda criança em torno de 2 meses, ele é um gatinho muito ativo e brincalhão.

Olha só minha carinha de dodoizinho...
Para piorar um pouco as coisas, mais tarde da noite notamos que ele estava com tremores, respiração ofegante e parecia ter febre. Brincamos um pouco com ele, demos comida e ele pareceu melhorar um tiquinho. Mas continuou quietinho, deitado conosco na cama, no nosso travesseiro. No sábado de manhã, quando acordei, fui procurá-lo pela casa e não o achei. Como ele costuma se esconder em alguns lugares que seu corpinho ainda permite, chamei e fiquei esperando. Aos poucos os gatinhos foram aparecendo no quarto, e ele nada. Fui procurá-lo novamente pela casa e o achei dentro de uma caixa onde guardamos uns livros, super quietinho. Ao ver que ele estava com muitos tremores, apavorei!
Liguei na clínica veterinária (uma nova, que eu queria experimentar… ainda não tinha encontrado um veterinário que desse química…
) e havia uma veterinária de plantão. Catei nosso bichinho e corri para lá! E olha, não fosse pela situação, teria sido um dia perfeito! Encontrei a Dra. Joice… pensem numa graça de pessoa e que ainda por cima ama gatos! Tratou nosso pequerruxo com todo cuidado e amor. Mediu a temperatura e constatou que ele estava realmente com febre. Pediu um exame de sangue e o resultado saiu na hora: hemobartonelose. Eu nunca havia ouvido falar nessa doença e juro, quase tive um colapso, pensando em alguma tragédia! Depois vou escrever mais sobre a doença, mas trata-se de um parasita transmitido pela picada da pulga e que também pode ter sido transmitida a ele pela mãe. Vai destruindo as hemácias e as plaquetas e, se não tratada a tempo, pode levar a morte. Preciso explicar meu pavor?
Mas a Dra. Joice me tranquilizou e disse que era perfeitamente tratável. Deu uma injeção lá no consultório mesmo e passou uma batelada de remédios! É um para preparar o estômago do pobrezinho para o monte de remédios, um para a febre e dores, um para o parasita, um com ferro para tratar a anemia que a doença gera e um polivitamínico para fortalecê-lo. E o nosso bebezinho toma tudo comportadinho, dá até dó.
Depois de começar o tratamento no sábado, ele só foi voltar ao normal ontem à noite. Passei estes dias todos desesperada, uma verdadeira galinha carregando ele embaixo da asa desde então. No final de semana ele não tinha nem apetite e tivemos que rebolar para que ele comesse e se fortalecesse. Lendo alguns blogs estes dias, vi uma dica (não me lembro onde, sorry…) e resolvi testar. Comprei comida de latinha, tipo mousse, e deixei com consistência de papinha com um pouco de água morna. Não é que ele amou!! Não só ele como a Família Gatos inteira. Tirando os gulosos do Cisquinho, da Lindinha e da Pretinha, os outros nem sempre comiam comida úmida. Mas dissolvida com um pouco de água morna, todos adoraram!
Agora o bebê está se recuperando e já voltou a correr atrás de seus irmãos para atormentá-los. E meu coração já está bem mais leve… Só não podemos relaxar com o tratamento que, ao todo, vai levar um mês inteiro! Mas isso não nos incomoda nem um pouco, nem que levasse um ano nós não iríamos descuidar! Ver o nosso Taz doentinho foi um choque, nós nunca havíamos precisado correr com nenhum dos nossos bigodudos. As consultas ao veterinário foram sempre de rotina. Mas agora, vendo que ele está melhorando, já conseguimos respirar um pouco. E, pelo menos, o susto serviu para encontrarmos um anjo, que de agora em diante passará a cuidar da Família Gatos toda!! Dra. Joice, muito obrigada… do fundo do coração.